Crise Climática e Transformação Energética

A transformação energética engloba profundas mudanças na geração e no consumo de energia, que trazem oportunidades significativas para avanços sociais e econômicos. Estas transformações podem não só mitigar a crise climática, mas também contribuir com medidas de adaptação para os mais afetados, corrigindo injustiças energéticas e melhorando a qualidade de vida da população.
A crise climática tem como principal causa, a nível global, a geração de energia através de combustíveis fósseis. Portanto,  a transição para fontes renováveis é a principal saída da humanidade para combatê-la. No entanto, os impactos negativos desta crise já são sentidos hoje, especialmente por populações em situação de maior vulnerabilidade.
Acreditamos que o Brasil pode liderar essa transformação energética pelo exemplo. Temos uma das matrizes mais renováveis do mundo, e podemos ir além. A geração distribuída de energia solar possibilita novos modelos descentralizados de energia comunitária,  que incorporam equidade social, inclusão e sustentabilidade. Assim, podemos democratizar o acesso aos benefícios da transição, como oportunidades de emprego, investimentos em infraestrutura e políticas para reduzir desigualdades sociais.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Adotamos como norte a Agenda 2030 da ONU – um plano de ação global com 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nossas atividades endereçam 12 dos 17 ODS. Entre eles estão: Energia Acessível e Limpa, Emprego Digno e Crescimento Econômico e Combate às Alterações Climáticas.

Combate à Pobreza Energética

Ainda existem milhões de brasileiros que vivem em uma situação de pobreza energética, sem acesso a serviços de qualidade e com preços acessíveis.
No Brasil, 1 milhão de pessoas na Amazônia não tem acesso à energia elétrica. (IEMA, 2019) Os que possuem acesso à energia, muitas vezes dependem do diesel, um combustível caro e poluente. Segundo a IEA (2022), cerca de 770 milhões de pessoas vivem sem acesso à energia no planeta, sobretudo na África Subsaariana. 
Estudo feito pelo Instituto Pólis (2022) demonstra como o acesso e a qualidade da energia ocorrem de forma territorialmente desigual e desproporcional entre diferentes grupos da sociedade, impactando de forma mais severa pessoas negras, famílias de menor poder aquisitivo e domicílios chefiados por mulheres. Famílias mais vulneráveis – e que, portanto, consomem menos – pagam um custo unitário de energia maior do que aquelas que mais consomem.
Pesquisa do IPEC (2022) mostra que 46% dos brasileiros dizem gastar mais do que a metade do orçamento familiar com despesas energéticas, muito acima dos 6% apontados pela literatura como o limite da acessibilidade, caracterizando um cenário de grave pobreza energética. Este orçamento poderia ser utilizado em educação, saúde, despesas básicas e melhorias na qualidade de vida. 

7 Territórios de baixa renda com energia solar

Babilônia e Chapéu Mangueira (RJ)
A história da Revolusolar começou nessas favelas da zona sul carioca. Em 2021, foi criada a Cooperativa Percília e Lúcio de Energias Renováveis de energia solar local, a 1ª em uma favela do Brasil. Desde então, as melhorias e expansões da iniciativa são constantes!
Kurasí Tury (AM)
A comunidade indígena de Terra Preta, no município de Manaus, desde 2023 têm o fornecimento de energia estável e sustentável garantido por painéis solares e baterias. É um modelo a ser replicado na Amazônia!
Circo Solar (RJ)
Desde 2022, o Circo Crescer e Viver gera a sua própria energia com painéis fotovoltaicos . A economia na conta de luz é revertida em projetos socioambientais no Centro do Rio de Janeiro. 
‘O Sol Nasce para Todos’ - Complexo de Favelas da Maré (RJ)
No Complexo de Favelas da Maré, o maior do Rio de Janeiro, a energia solar abastece o Museu da Maré desde 2023. As economias são fundamentais para a manutenção das atividades sociais no local: há brinquedoteca, exposições e biblioteca.
Energia para Todos 4.0 (SP)
Trata-se da primeira iniciativa de energia solar em periferias de São Paulo. Desde 2021, painéis solares abastecem o Instituto Favela da Paz e possibilitam a execução de projetos sociais. O trabalho não para: a expansão para as famílias locais está prevista para 2024, com a criação de uma associação de energia solar. 
Coletivo de Energia Solar Paulo Freire (SP)
Desde 2023, é a energia solar que abastece as áreas comuns no Conjunto Habitacional Paulo Freire, empreendimento de habitação social na capital paulista. O projeto é realizado com o Instituto Pólis.
Comunidade Solar (ES)
Em 2023, a Revolusolar iniciou sua atuação no Espírito Santo, em uma parceria com a EDP,  empresa responsável pela concessão de energia de 90% do território estadual. Dessa união, nasceu o projeto Comunidade Solar, de Jabaeté, território localizado em Vila Velha
Coletivo de Energia Solar Paulo Freire (SP)
Desde 2023, é a energia solar que abastece as áreas comuns no Conjunto Habitacional Paulo Freire, empreendimento de habitação social na capital paulista. O projeto é realizado com o Instituto Pólis.

Conhecimento

Criamos uma área de conhecimento onde compartilhamos a experiência que adquirimos ao longo da nossa trajetória. A produção de conhecimento é fundamental para informar e orientar estratégias que impulsionam o desenvolvimento socioeconômico de comunidades de baixa renda e fortalecem a agenda da sustentabilidade no país.

Prêmios e Reconhecimentos

(2020)

(2020)

(2020)

(2019)

(2021)

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(2022)

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