Clima e Desenvolvimento: Visões para o Brasil 2030

No final de 2021,  foi publicado o relatório “Clima e Desenvolvimento: Visões para o Brasil 2030 – Documento de Cenários e Políticas Climáticas” pelo Centro Clima da Coppe/UFRJ e o Instituto Talanoa. O documento contou com a contribuição de mais de 250 especialistas e lideranças políticas propondo alternativas para o futuro do país apoiado no desenvolvimento sustentável, com base na descarbonização da economia, justiça e inclusão social.

Este documento é um primeiro passo crucial para guiar a tomada de decisões de curto e médio prazo de órgãos públicos e privados, para buscar alternativas de desenvolvimento sustentável compatíveis com o Acordo de Paris,  não apenas no âmbito climático, mas também nos campos  social e econômico. Os participantes buscaram identificar, discutir e propor oportunidades e desafios para uma transição do atual modelo de desenvolvimento do país para um modelo de zero emissões líquidas, se debruçando sobre problemas como a pobreza energética que hoje aflige milhões de pessoas, o precário sistema de saneamento nas periferias, e até questões macroeconômicas como geração de empregos, redução de desigualdades e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros.

Num dos pontos abordados pelo relatório, especialistas disseram acreditar que medidas de incentivo funcionam bem quando se trata de estimular o investimento em melhores tecnologias, que incluam a redução das emissões, ao invés de  punições que possam prejudicar o consumidor final com a elevação dos preços dos produtos ou inviabilizar a produção. Além disso, destaca que leilões com forte participação da energia solar fotovoltaica já são uma realidade  e o mercado de Geração Distribuída está com custos em queda e conta com uma regulamentação estabelecida, proporcionando maior segurança ao investidor .

A Revolusolar teve a honra de participar da elaboração deste relatório sendo citada como um dos projetos com potencial de ganhar escala ou de replicação: 

“Este projeto [Revolusolar] demonstra como a transição energética não é uma mera substituição de fonte já que tem potencial transformador econômico, social e ambiental. A geração distribuída (GD) de energia solar é uma grande oportunidade para gerar trabalho e renda nas comunidades”. 

O documento também ressalta a importância da aplicação do modelo criado pela Revolusolar para outras áreas do país levando em conta as características locais: 

“Quanto à replicabilidade desse modelo, é importante levar em conta a experiência das lideranças comunitárias para adequá-lo a diferentes dinâmicas locais. É necessário que sejam criados modelos de financiamento para soluções inovadoras como essa”.

Caio Villalva Guedes é jornalista formado pela FIAM-FAAM, atua como redator e fotógrafo e é voluntário da Revolusolar.

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