Kurasí Tury (AM)

Com este projeto, promovemos um piloto de um novo modelo energético para comunidades indígenas na Amazônia que possibilita a geração própria de energia sustentável e acessível, melhora a qualidade de vida da população por meio da energia solar, mantém a floresta de pé, valoriza a cultura local e promove condições para o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa nasceu da união de forças da Revolusolar com a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME), a Associação Comunitária Indígena de Terra Preta (ACINCTP) e o Instituto Federal do Amazonas (IFAM).

A comunidade indígena de Terra Preta está situada na região metropolitana de Manaus, na margem do baixo Rio Negro, onde vivem 40 famílias, totalizando 149 pessoas. Foram estes moradores que, exercendo seu protagonismo, escolheram o local da instalação das placas solares e o nome do projeto – que significa Energia do Sol na língua Nheengatu.

Instalação de sistema fotovoltaico híbrido na Escola Indígena Municipal Arú Waimi que conta com 32 módulos fotovoltaicos, 6 baterias de lítio e 1 inversor, totalizando 12 kW, gerando economias na ordem de R$ 12.000 anuais e reduzindo a dependência da rede elétrica.
Curso ‘Eletricista de Sistemas Fotovoltaicos’, com aulas teóricas e práticas (200h), oferecido pelo IFAM.  20 moradores formados e aptos a realizar a operação e a manutenção de sistemas fotovoltaicos, tendo participado como assistentes na 1ª fase da instalação solar.
Realizado em conjunto com educadores indígenas locais. Foram realizadas 6 oficinas em Terra Preta para todos os moradores que tivessem interesse, com públicos-alvos divididos entre crianças, adolescentes e adultos e a participação de 72 pessoas. Os conteúdos foram trabalhados tanto em português quanto em nheengatu, língua do povo Baré – para buscar preservá-la.

Por quê a Amazônia?

A Floresta Amazônica representa um terço das florestas tropicais do mundo, possuindo um papel imprescindível na manutenção de serviços ecossistêmicos, garantindo a qualidade do solo, os estoques de água doce e protegendo a biodiversidade.

A Amazônia Legal abriga a maior parte das comunidades indígenas do Brasil e grande parte desses povos dependem da floresta para conservar seu modo de vida e sua cultura.

O território brasileiro possui 8,5 milhões de km². Destes, 5 milhões são Amazônia Legal, o que representa 59% do território nacional. No entanto, a densidade demográfica na região ainda é baixa, com 5,6 habitantes por km² e muitas comunidades vivendo isoladas, com acesso à energia extremamente precário e sofrendo com a instabilidade e as frequentes quedas de luz.

Enquanto 99% da população brasileira tem acesso à eletricidade, a Amazônia segue isolada, com 14% da população, ou quase 1 milhão de pessoas, sem acesso à rede e vivendo na dependência de diesel para obter energia, mesmo a região sendo notável geradora e exportadora de energia renovável.

A implementação da energia solar nessas comunidades (especialmente com baterias) fortalece o território e sua resistência, melhora a qualidade de vida local e diminui o isolamento. Tudo isso sem que haja a destruição da floresta e do meio ambiente.

Para que este projeto fosse bem desenvolvido, era preciso compreender a realidade da comunidade onde atuamos. Para isso, em 2022 foi realizada uma pesquisa de diagnóstico com as famílias moradoras de Terra Preta. Em linhas gerais, a pesquisa teve como objetivo traçar um perfil social e econômico dos moradores, bem como avaliar seus hábitos de consumo e grau de conhecimento sobre questões relacionadas à energia elétrica.

Resultados

12kW

instalados (46 UCs*)

+R$12 mil

em economias com energia por ano

20

moradores formados

Apoio

Realização

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